terça-feira, 4 de junho de 2013

Cegos Tecnologias Assistivas Foi lançado o scanner Leitor Portátil

A A NN Solution lançou software, Scanner Leitor Portátil, que permite através de um dispositivo móvel, a leitura em voz alta de textos que não foram passados para o braille.

O software foi desenvolvido pela NN Solutions, empresa instalada na Incubadora do Parque Tecnológico da Bahia, e o programa de leitura para celular melhora a qualidade de vida de deficientes visuais e permite mais independência nas ações cotidianas. O programa captura uma imagem do texto por meio da câmera do celular, reconhece as letras presentes na imagem e em alguns segundos, ler o texto para o usuário por meio de voz sintetizada: "Esta solução é ideal para pessoas com alguma deficiência visual", avaliou o gerente da empresa, Vitor Teixeira.

O Parque Tecnológico tem despertado o interesse dos estudantes em conhecer suas instalações e o que está sendo desenvolvido no empreendimento "O Parque Tecnológico está aberto para a aproximação da comunidade. Queremos popularizar este equipamento que é fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico do nosso estado", enfatizou o secretário Paulo Câmera, titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), que coordena o parque.

Numa visita ao local, o estudante do IFBA de Porto Seguro, Mario Masseli, que é deficiente visual, experimentou o scanner durante visita e avaliou o software: "Achei fantástico esse software que capta a imagem de um texto e traduz em voz. A visita ao Parque Tecnológico hoje foi muito importante porque ganhei um grande motivo para seguir em frente. Valeu a pena a viagem até aqui" comemorou o jovem que quer seguir carreira na área de tecnologia.

O Scanner Leitor Portátil (SLEP) é um aplicativo de acessibilidade sucesso em smartphones da Nokia e que agora tem uma versão para o consagrado sistema operacional da Google, o Android.

A nova interface, com botões que ocupam toda tela do aparelho e respondem rapidamente aos toques, proporciona mais conforto para o deficiente visual como comenta Jefferson Lisboa Teles – Voluntário de testes do Instituto de Cegos da Bahia: "A navegação está muito mais simples e intuitiva. Nunca tive experiência com aparelhos touchscreen e precisei de menos de 1 minuto para usar o aplicativo de olhos fechados".

O SLEP é um aplicativo desenvolvido para dispositivos móveis com sistema operacional Android 4.0 ou superior e câmera de resolução superior a 3 Megapixel, com ajuste automático da distância focal (autofocus). Para sua maior comodidade, o Google Play verifica automaticamente se o dispositivo é compatível e não permitirá a instalação do aplicativo caso não seja.

Depois de instalada, a aplicação ocupa um espaço de aproximadamente 13 Mega Bytes na memória do aparelho. As dependências também ocupam espaço de memória no aparelho, que juntamente com o SLEP requer aproximadamente 20 Mega Bytes. Portanto certifique-se de que há espaço suficiente na memória para a instalação do SLEP e suas dependências.

Fonte:INFONOTÍCIAS DEFNET

Novas cédulas de R$ 2 e R$ 5 terão marca táteis para cegos

        De acordo com o jornal "Folha de S. Paulo" desta terça-feira (4), o Banco Central prepara o lançamento das novas cédulas de R$ 2 e R$ 5 para o segundo semestre deste ano. O anúncio foi feito pelo chefe-adjunto do Departamento do Meio Circulante do BC, Luiz Ernani Marques Accioll

Para facilitar a identificação de portadores de deficiência visual, a nova nota de R$ 2 tem como marca tátil uma barra inclinada, enquanto a de R$ 5 possui uma barra horizontal. As novas cédulas também passaram por tratamento para aumentar sua vida útil.

As novas notas completam o projeto Segunda Família do Real, iniciado em 2010 com a substituição das cédulas de R$ 50 e 100, e depois ampliado para as notas de R$ 20 e R$ 10.

Atualmente, as cédulas da Segunda Família representam 55% das notas em circulação, somando cerca de R$ 165 bilhões.

Cães Guias para Cegos

    


Brasil tem 60 cães guias para 2 milhões de deficientes visuais

Quando Bóris, um Labrador de dez anos, se aposentou, no final de 2008, Thays Martinez, 35, precisou encontrar um novo companheiro de caminhada. O escolhido foi Diesel, 2, da mesma raça. "Estamos nos adaptando, e ele é excelente", afirma a advogada, que perdeu a visão aos quatro anos e foi pioneira no uso de cão guia para se locomover em São Paulo.

Adaptação, no caso, é aumentar a sintonia entre ambos, para que o animal leia automaticamente os comandos da dona.

No Dia Internacional do Cão Guia, comemorado em 29 de abril, lá estava Diesel, que estreou na função há quatro meses, no shopping Iguatemi, em São Paulo. Ele participou do evento de conscientização promovido pelo Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (Iris), fundado por Thays em 2002.

Ela ficou conhecida como a "moça do cão guia" por ter sido barrada no metrô de São Paulo em maio de 2000. Saiu vitoriosa de uma batalha judicial que fez de Boris o primeiro animal autorizado a guiar um cego pelos trens urbanos da cidade. Um marco na garantia do direito de ir e vir dos deficientes visuais.

Há muito a conscientizar e pouco a festejar sobre o assunto. Treinado nos Estados Unidos, Diesel é um dos 60 cães que guiam deficientes no Brasil, enquanto existem quase 2 milhões de cegos no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Só no Iris, mais de 2 mil pessoas esperam na fila por um cão guia. Um dos motivos da espera é que poucas Organizações Não-Governamentais brasileiras se dedicam ao treinamento. É o caso do Instituto de Integração Social e de Promoção da Cidadania, localizado em Brasília, que desenvolve o projeto Cão Guia de Cegos, desde 2002, em parceria com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
De lá, saíram 26 cães guias que estão espalhados pelo Brasil. "Podemos capacitar mais, só que faltam recursos", diz Michele Pöttker, coordenadora do projeto que tem patrocínio de empresas como Bayer e Premier.

A Ong tem mais de 250 pessoas cadastradas para receber um cão. "O treinamento e a manutenção de cada animal custam em torno de R$ 20 mil para a entidade", estima Michele. O usuário não paga pelo cão. As únicas despesas são de alojamento e alimentação no período de adaptação, que dura de 15 a 25 dias. A diária fica em torno de R$ 60.

Já o Iris não realiza treinamento completo no Brasil. O instituto paulistano fez uma parceria com a Leader Dogs, escola de treinamento de Detroit, nos Estados Unidos. "A escola nos doa oito cães por ano, e conseguimos, a duras penas, mandar os deficientes para lá", explica Thays. O parceiro brasileiro banca passagens e um dossiê em inglês contendo informações e imagens do usuário.

O processo esbarra na falta de recursos. "Se fizéssemos o treinamento por aqui, seria menos burocrático e mais deficientes teriam cão guia", afirma. Em 2009, o Iris deve enviar mais oito cegos aos EUA.

O advogado Genival dos Santos, 30, foi um dos deficientes apadrinhados pelo Iris. "Em 2006, fui aos EUA ''''buscar'''' meus olhos." Layla, uma Labrador de três anos e meio, possibilita a vida agitada de Genival. "Ela me acorda todos os dias às 6h. Vamos a uma praça para que faça suas necessidades e seguimos para o trabalho", conta.

Genival trabalha em um banco na Avenida Paulista que, segundo ele, trata Layla como "funcionária". "Ela tem uma graminha especial, dentro do banco, para fazer xixi quando der vontade."

Morador do Jabaquara, ele usa o metrô diariamente e fez amigos pelo trajeto. Mas ainda sofre com a desinformação da população: "Layla é sempre distraída pelas pessoas. Acham que ela não saberá me conduzir na escada rolante e na entrada do trem".

Incidente no metrô

A boa vontade pode atrapalhar. Há poucos dias, Genival tropeçou quando ia entrar no metrô justamente porque um passageiro tentou lhe dar a mão. "As pessoas não confiam no cão guia", constata.

Para o treinador Moisés Vieira Jr., há 13 anos na função, a principal característica que um animal deve ter para virar guia é ser fiel ao dono. "Todo cão pode aprender, desde que seja bem treinado e que tenha um comportamento que mescle segurança e obediência."

Foram tais qualidades de Bóris que conquistaram Thays. O cão guia era sua sombra e adivinhava suas vontades. O sinal de que era hora de aposentá-lo veio depois de um incidente: Bóris não conseguiu desviar a dona de uma escada em plena Avenida Paulista.

Resultado: ela bateu a cabeça na escada. "Eu chorava de tristeza, e as pessoas achavam que era de dor", conta Thays, que se deu conta de que era hora de dar descanso a quem lhe serviu tanto.

Para ser um cão guia

- O animal deve ter comportamento dócil e estável, além de ser sociável, atencioso, obediente e de não se distrair facilmente.

- No Brasil, o Labrador é a raça mais utilizada, seguida do Golden Retriever e do Pastor Alemão, que é a preferida no exterior.

- O cão selecionado vai para a casa de uma família, onde permanece por até dez meses. Em seguida, volta para a escola e fica de seis meses a um ano em treinamento específico com os treinadores.

- Por fim, o animal treinado passa por um processo de adaptação ao usuário, de forma que o deficiente encontre um cão adequado às suas necessidades.

Fonte: Folha Online

  

 

  

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ajudando uma pessoa cega

Muitas pessoas sem deficiências ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas com e sem deficiência.

Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa com deficiência como se ela não tivesse uma deficiência, você vai ignorar uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.

Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.

As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas. A isso chamamos de empoderamento das pessoas com deficiência, ou seja, ao fato de tomarem o poder de suas próprias vidas.

Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa sem deficiência. Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Pessoas com deficiência são iguais na diferença que as caracterizam.

A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.

Quando quiser alguma informação de uma pessoa com deficiência, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.

Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.

Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa com deficiência, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.

As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.

Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo. Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.

Como ajudar um deficiente visual?o que fazer?quais as dicas?

Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.

Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado ou em seu ombro, conforme a preferência da pessoa a ser guiada. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. É sempre bom você avisar antecipadamente a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto. Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço ou ombro para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.

Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.

Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente").

Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.

Ao responder uma pergunta à uma pessoa cega, evite fazê-lo com gestos, levantando e abaixando a cabeça para dizer sim e mexendo para à direita e para à esquerda para negar ou dizer não, nem mesmo aponte algum lugar com seu dedo indicador, lembre-se sempre que a pessoa cega não está vendo seus gestos.

Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia com afagos, alimentos etc.

As pessoas cegas ou com visão subnormal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas. No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar. Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.

Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade. Quando for embora, avise sempre o deficiente visual, pois ele pode não perceber a sua saída e continuar a falar contigo.Fonte:Bengalalegal.

Manifestação dos deficientes visuais causa engarrafamento











Os deficientes visuais e físicos fizeram uma manifestação de advertência na manhã desta segunda-feira (03), na AV. Amélia Amado. O objetivo foi pedir as entidades públicas como a AETU que sejam respeitados os direitos dos deficientes em ir e vir com seus passes livres, sem que o cartão seja bloqueado sem motivo aparente e que haja melhorias no trânsito da cidade a fim de facilitar a acessibilidade dos mesmos como, por exemplo, aviso sonoro nos semáforos.
“Infelizmente essa manifestação foi o último recurso que tivemos para sermos ouvidos”, diz o presidente da associação de cegos do Sul da Bahia, Jamisom Barbosa, e espero que haja solução.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, aproximadamente 27 milhões de pessoas são portadoras de alguma deficiência física. Quase 17 milhões têm deficiência visual.




domingo, 2 de junho de 2013

Glaucoma quais as causas?








Glaucoma


O aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico caracterizam o glaucoma, que se inicia com um bloqueio ao fluido no interior do olho. O diagnóstico precoce pode preservar a visão do olho glaucomatoso e torna-se determinante um exame oftalmológico anual para todas as pessoas. Quando não há dor, o paciente com glaucoma, muitas vezes, nem percebe que está perdendo gradativamente e pode perder a visão nos estágios finais da doença. Com isso, a visão encontra-se prejudicada e o dano, em geral, torna-se irreversível.

A pressão intra-ocular elevada pode destruir as células do nervo óptico e isso gera pontos cegos que se formam no campo visual. Esses pontos cegos podem ser periféricos, mas, em estágios mais tardios, atingem a visão central. Depois da perda visual, o problema torna-se irreversível, já que as células do nervo óptico estão mortas, e nada pode substituí-las até o momento.

Existem situações que podem colocar determinadas pessoas em maior risco de desenvolver glaucoma, tais como: idade acima de 45 anos, histórico familiar de glaucoma, pessoas com pressão intra-ocular anormalmente elevada, descendentes de africanos ou asiáticos, diabéticos, míopes, pessoas que fizeram uso prolongado de corticoesteróides e com lesão ocular prévia.

A coloração e aparência são importantes indícios quanto ao estágio do glaucoma e a devida extensão do problema. As principais formas são: glaucoma primário de ângulo aberto, glaucoma de pressão normal, glaucoma de ângulo fechado, glaucoma agudo, glaucoma pigmentar, síndrome de esfoliação e glaucoma pós-trauma.

Causas

O glaucoma é causado por diferentes doenças e, na maioria dos casos, propicia um aumento da pressão intra-ocular. Para entender melhor como o aumento da pressão afeta o olho é importante observar seu olho como um balão. Quando o ar é soprado em excesso para dentro de um balão, a pressão aumenta e atua sobre as partes mais frágeis do olho.

A pressão intra-ocular medida numa população normal é de aproximadamente 14 a 16 milímetros de mercúrio (mmHg ). Pressões intra-oculares acima de 20mmHg podem ser consideradas dentro da normalidade. Porém, pressão intra-ocular acima de 22mmHg é considerada suspeita ou anormal. No entanto, nem todos os pacientes com pressão intra-ocular aumentada manifestam glaucoma. O motivo disso ainda é fonte de estudos em vários centros de pesquisa.

Contudo, quando se eleva a pressão intra-ocular, as células nervosas tornam-se comprimidas e a danificação pode levar à morte dessas células, o que torna a perda visual permanente. Por isso, o bom diagnóstico e o tratamento precoces do glaucoma podem prevenir que tudo isso ocorra. Um exame bem feito de fundo do olho possibilita que o oftalmologista visualize o glaucoma através da pupila, assim como o nervo óptico.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com a manifestação do glaucoma. Em geral, o tratamento inicial é clínico e o objetivo é promover a estabilização, retardar ou evitar o surgimento das alterações glaucomatosas, por meio da redução da pressão intra-ocular.

A determinação depende de uma análise clínica detalhada para promover o estado do glaucoma, idade do paciente e outros fatores de risco. Um bom tratamento do glaucoma repercute inclusive no estilo de vida e se relaciona à atividade profissional de muitos pacientes glaucomatosos.

O glaucoma pode ser tratado com colírios, medicamentos por via oral, cirurgia a laser, cirurgias tradicionais (trabeculectomia) convencionais e uma combinação de alguns desses métodos. A meta é impedir a perda visual e manter a pressão intra-ocular em níveis satisfatórios e devidamente controlados.

Qualquer medida deve ser prescrita e acompanhada por oftalmologistas e seguir rigorosamente as recomendações médicas. Já a cirurgia a laser tornou-se o método intermediário entre as drogas e a cirurgia tradicional.

Importante:

Todas as informações contidas nesse blog tem carácter informativo e educacional. Nenhuma providência deverá ser tomada sem consultar o seu oftalmologista, pois somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.

Fonte:www.visaolaser.com.br

Cuidados no relacionamento com deficientes visuais






As pessoas que estabelecem contato com pessoas comdeficiência visual, seja de

forma ocasional ou regular, revelam-se de um modo geral inseguras sobre como

agir diante das diferentes situações que possam ocorrer.


É importante, antes de tudo considerar que a convivência em qualquer nível ou

dimensão, constitui tarefa complexa. Implica em negociações, concessões, acordos

e ajustes. Não por outro motivo, todas as sociedades humanas, em qualquer tempo

histórico, trataram de elaborar e implementar códigos de etiqueta, encarregados

de dirigir harmoniosamente as relações, amenizando o confronto das diferenças,

desafio constante na invenção do cotidiano.


Nos casos onde a diferenciação social se dá através de marcas inscritas no

corpo, tais estigmas podem tornar-se emblemáticas, enviesando todo processo de

interação. Em tais circunstâncias, desinformação, falta de esclarecimentos,

estereótipos e as fantasias que daí derivam, dificultam ainda mais o convívio

com pessoas com deficiência.


A lista que reproduzimos a seguir, sobre o título "Cuidados no relacionamento

com pessoas cegas", é uma espécie de código de etiqueta no qual a relação com as

pessoas comdeficiência visual, recebe uma orientação básica,

desenhada pelo negativo. Dizendo o que não se deve fazer no contato com o

deficiente visual, define-se, em linhas gerais, um modo de tratamento adequado

às interações das quais ele participa. As possibilidades de interação humana são

muito amplas e as soluções encontradas pelos grupos para o convívio social

harmônico sem dúvida ultrapassam em muito as situações contempladas na listagem

de Robert Atkinson, diretor do Braille Institute of America - California. Esta

porém, sem dúvida proporciona orientações essenciais para um primeiro e,

eventualmente, duradouro contato, virtude suficiente para, após adaptá-la à

realidade cultural brasileira, republicá-las neste espaço.


01 - Não trate as pessoas cegas como seres diferentes somente porque não podem

ver. Saiba que elas estão sempre interessadas no que você gosta de ver, de ler,

de ouvir e falar.


02 - Não generalize aspectos positivos ou negativos de uma pessoa cega que você

conheça, estendendo-os a outros cegos. Não se esqueça de que a natureza dotou a

todos os seres de diferenças individuais mais ou menos acentuadas e de que os

preconceitos se originam na generalização de qualidades, positivas ou negativas,

consideradas particularmente.


03 - Procure não limitar a pessoa cega mais do que a própria cegueira o faz,

impedindo-a de realizar o que sabe, pode e deve fazer sozinha.


04 - Não se dirija a uma pessoa cega chamando-a de "cego" ou "ceguinho"; é

falta elementar de educação, podendo mesmo constituir ofensa, chamar alguém pela

palavra designativa de sua deficiência sensorial, física, moral ou intelectual.


05 - Não fale com a pessoa cega como se fosse surda; o fato de não ver não

significa que não ouça bem.


06 - Não se refira à cegueira como desgraça. Ela pode ser assim encarada logo

após a perda da visão, mas, a orientação adequada consegue reduzi-la a

deficiência superável, como acontece em muitos casos.


07 - Não diga que tem pena de pessoa cega, nem lhe mostre exagerada

solidariedade. O que ela quer é ser tratada com igualdade.


08 - Não exclame "maravilhoso"... "extraordinário"... ao ver a pessoa cega

consultar o relógio, discar o telefone ou assinar o nome.


09 - Não fale de "sexto sentido" nem de "compensação da natureza" - isso

perpetua conceitos errôneo. O que há na pessoa cega é simples desenvolvimento de

recursos mentais latentes em todas as criaturas.


10 - Não modifique a linguagem para evitar a palavra ver e substituí-la por

ouvir. Conversando sobre a cegueira com quem não vê, use a palavra cego sem

rodeios.


11 - Não deixe de oferecer auxílio à pessoa cega que esteja querendo atravessar

a rua ou tomar condução. Ainda que seu oferecimento seja recusado ou mesmo mal

recebido por algumas delas, esteja certo de que a maioria lhe agradecerá o

gesto.


12 - Não suponha que a pessoa cega possa localizar a porta onde deseja entrar

ou o lugar aonde queira ir, contando os passos.


13 - Não tenha constrangimento em receber ajuda, admitir colaboração ou aceitar

gentilezas por parte de alguma pessoa cega. Tenha sempre em mente que a

solidariedade humana deve ser praticada por todos e que ninguém é tão incapaz

que não tenha algo para dar.


14 - Não se dirija à pessoa cega através de seu guia ou companheiro, admitindo

assim que ela não tenha condição de compreendê-lo e de expressar-se.


15 - Não guie a pessoa cega empurando-a ou puxando-a pelo braço. Basta deixá-la

segurar seu braço, que o movimento de seu corpo lhe dará a orientação de que

precisa. Nas passagens estreitas, tome a frente e deixe-a segui-lo, mesmo com a

mão em seu ombro.


16 - Quando passear com a pessoa cega que já estiver acompanhada, não a pegue

pelo outro braço, nem lhe fique dando avisos. Deixe-a ser orientada só por quem

a estiver guiando.


17 - Não carregue a pessoa cega ao ajudá-la a atravessar a rua, tomar condução,

subir ou descer escadas. Basta guiá-la, pôr-lhe a mão no corrimão.


18 - Não pegue a pessoa cega pelos braços rodando com ela para pô-la na posição

de sentar-se, empurrando-a depois para a cadeira. Basta pôr-lhe a mão no

espaldar ou no braço da cadeira, que isso lhe indicará sua posição.


19 - Não guie a pessoa cega em diagonal ao atravessar em cruzamento. Isso pode

fazê-la perder a orientação.


20 - Não diga apenas "à direita", "à esquerda", ao procurar orientar uma pessoa

cega à distância. Muitos se enganam ao tomarem como referência a própria posição

e não a da pessoa cega que caminha em sentido contrário ao seu.


21 - Não deixe portas e janelas entreabertas onde haja alguma pessoa cega.

Conserve-as sempre fechadas ou bem encostadas à parede, quando abertas. A portas

e janelas meio abertas costituem obstáculos muito perigosos para ela.


22 - Não deixe objetos no caminho por onde uma pessoa cega costuma passar.


23 - Não bata a porta do automóvel onde haja uma pessoa cega sem ter a certeza

de que não lhe vai prender os dedos.


24 - Não deixe de se anunciar ao entrar no recinto onde haja pessoas cegas,

isso auxilia a sua identificação.


25 - Não saia de repente quando estiver conversando com uma pessoa cega,

principalmente se houver algo que a impeça de perceber seu afastamento. Ela pode

dirigir-lhe a palavra e ver-se na situação desagradável de falar sozinha.


26 - Não deixe de apertar a mão de uma pessoa cega ao encontrá-la ou ao

despedir-se dela. O aperto de mão substitui para ela o sorriso amável.


27 - Não perca seu tempo nem o da pessoa cega perguntando-lhe: "Sabe quem sou

eu?"... "Veja se adivinha quem sou?". Identifique-se ao chegar.


28 - Não deixe de apresentar o seu visitante cego a todas as pessoas presentes,

assim procedendo, você facilitará a integração dele ao grupo.


29 - Ao conduzir uma pessoa cega a um ambiente que lhe é desconhecido,

oriente-a de modo que possa locomover-se sozinha.


30 - Não se constranja em alertar a pessoa cega quanto a qualquer incorreção no

seu vestuário.


31 - Informe a pessoa cega com relação à posição dos alimentos colocados em seu

prato.


32 - Não encha a xícara ou o copo da pessoa cega até a beirada. Neste caso ela

terá dificuldades em mantê-los equilibrados.


33 - O pedestre cego é muito mais observador que os outros. Ele desenvolve

meios e modos de saber onde está e para onde vai, sem precisar estar contando os

passos. Antes de sair de casa, ele faz o que toda gente deveria fazer: procura

informar-se bem sobre o caminho a seguir para chegar ao seu destino. Na primeira

caminhada poderá errar um pouco, mas depois raramente se enganará. Saliências,

depressões, ruídos e odores característicos, ele observa para sua maior

orientação.


Robert Atkinson (Diretor do Braille Institute of America, California) -

Adaptação feita pela equipe técnica da Divisão de Documentação e Informação do

Departamento Técnico-Especializado e da Divisão de Reabilitação do Departamento

de Atendimento Médico, Nutricional e de Reabilitação do Instituto Benjamin Constant, contanto com a participação da Associação Brasileira de Educadores de

Deficientes Visuais.

Fonte:Instituto Benjamin Constant.

Liminar do passe livre interurbano

Pg. 192. Caderno Intermediário. Diário da Justiça do Estado da Bahia (DJBA) de 09/08/2011

[...] JUIZO DE DIREITO DA SEGUNDA VARA DOS CIVEIS, REAL. DE CONSUMO E FAZENDA PUBLICA DA COMARCA DE ITABUNA.

EDITAL PARA CONHECIMENTOS DE TERCEIRO INTERESSADO PRAZO VINTE DIAS.

ISENTOS DE CUSTAS.

O DR. GUSTAVO SILVA PEQUENO, JUIZ DE DIREITO DA SEGUNDA VARA DOS FEITOS CIVEIS. RELAÇÃO DE CONSUMO E FAZENDA DA COMARCA DE ITABUNA ESTADO FEDERADO DA BAHIA ,NA FORMA DA LEI,ETC.

FAZER SABER a todos quantos o presente edital virem e a quem o conhecimento deste haja de pertencer, especialmente os possíveis TERCEIROS INTERESSADOS, para que no prazo de 15(quinze) dias, decorrido o prazo deste edital e em consonância com o disposto no art.94 da Lei 807/94, possam intervir, querendo, como litisconsorte no Processo nº000549834. 2011__. 805.0113, da AÇÃO CIVIL PUBLICA requerida pelo MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DA BAHIA e OUTROS SÃO MIGUEL DE ITABUNA LTDA ,EXPRESSO RIO CACHOEIRA LTDA,, e A.E.T.U. ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE URBANO DE ITABUNA LTDA em tramitação nesta Vara, onde os integrantes do litisconsórcio no polo ativo apontam uma serie de irregularidades envolvendo a má qualidade do sérvio de transporte publico coletivo município e as dificuldades impostas pelos membros descrito no polo passivo quanto ao fornecimento do transporte gratuito aos portadores de necessidades especiais que se utilizam de tal sistema. Foi CONCEDIDA PARCIALMENTE LIMINAR postulada a titulo de tutela antecipatória, ficando determinado que: a) As empresas e a associação acionadas se abstenham de limitar o uso diário de passes pelas pessoas portadores de deficiências já cadastradas, sob pena de multa de 1 (um) salario mínimo, a ser revestida em prol do fundo de Direitos Difusos ; b) Que as empresas e a associação acionadas sejam impedidas de interferir análise dos documentos de habilitação ao beneficio da gratuidade, respeito a competência exclusiva da Secretaria de desenvolvimento social, sob pena de multa diária na ordem de 1(um) salario mínimo ,(atr. 461,§ 5º,cpc),conforme decisão de fls.457/466 dos autos supracitados. O presente será publicado na forma da lei e afixado no átrio do fórum. Dando e passando nesta cidade de Itabuna/Bahia, aos 08 dias do mês de agosto do ano de 2011.Eu,edilson Alves dos Santos , Escrivão , digitei. Gustavo Silva Pequeno Juiz de Direito.

AS empresas de transporte público acima citadas,demostram total desrespeito a liminar concedida pelo juiz de direito da segunba vara dos feitos cíveis da comarca de Itabuna.pois continuam praticando as mesmas irregularidades.

A ACSB Associação de Cegos do Sul da Bahia,divugará a ata da reunião do dia 1º de Março de 2013.Realizada com o Ministerio Publico e outras entidades aguardem.

Associação de Cegos do Sul da Bahia luta em defesa dos deficientes na região




Fundada á mais de 8 anos, a entidade visa auxiliar e alertar o cidadão na busca pelos seus direitos.


Com um trabalho focado em melhorar a qualidade de vida dos deficientes visuais, a associação comemora avanços significativos para a categoria no começo deste ano. Reconhecendo, porém, que muito ainda deve ser feito, o presidente da Associação de Cegos do Sul da Bahia Jamison Barbosa, destacou em entrevista ao AgOra, pontos de suma importância na questão de acessibilidade,luta pela inclusão do deficiente no mercado de trabalho, dentre outros assuntos.


Uma recente parceria da associação de cegos com o SENAI e a Trifil tem o objetivo de inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Foi uma Importante conquista, segundo Jamison. O SENAI oferece cursos de capacitação para novos aprendizes com algum tipo de deficiência, o jovem que for contratado pela empresa Trifil em caráter de aprendiz não terá seu benefício cancelado, ele receberá o salário de aprendiz e os benefícios normalmente. A empresa recebe essa nova mão de obra por um período de dois anos. O associado Jânio França ressaltou a importância desses cursos para os estudantes deficientes, "queremos que os alunos procurem,tenham interesse nesses cursos, muitos deixam de participar achando que o beneficio será cancelado e isso não acontece. Essa é mais uma vitória de nossas lutas para a inclusão social", declarou.


O presidente citou a concretização do passe livre intermunicipal, ele dará direito ao usuário com qualquer tipo de deficiência que esteja sozinho ou com acompanhante cadastrado, viajar de uma cidade para a outra dentro do território do estado da Bahia, porém, ele diz que mesmo importante, existem falhas na lei que regulamenta o benefício. Segundo ele, o cidadão pode cadastrar até três acompanhantes, mas não poderá viajar sozinho nessa condição: "nós deficientes não precisamos de coleira, possuímos limitações físicas, mas isso não significa que somos incapazes.Fica difícil pra nós essa imposição pois,se tiver algum imprevisto e os acompanhantes não puderem ir ficaremos impedidos de viajar", afirmou Jamison, ressaltando que já está entrando com uma ação no ministério público para que uma emenda seja criada modificando esse artigo.


Nerivam Barbosa, que também é membro da associação, lembrou a situação dos ônibus intermunicipais que ainda não se adequaram para atender aos deficientes que utilizarão o serviço, e que o prazo para essa adequação já expirou. Segundo ele muitos dos ônibus não têm sequer elevadores pra os cadeirantes, "os ônibus deverão ter informações de partida e destino em Braille e sonoras, elevadores, dentre outras adaptações, vamos continuar brigando por isso" concluiu.


O presidente destaca que a associação está aberta à comunidade, conta com uma assessoria jurídica, e convida a todos aqueles que tiverem qualquer dúvida sobre seus direitos a procurar a instituição, "é importante ressaltar que temos também de cobrar do poder público mais atenção aos deficientes em Itabuna. Infelizmente nossa cidade não possui infraestrutura adequada nas ruas para as pessoas com necessidades especiais. Também é nosso dever alertar á população e nunca deixar de lutar pelos nossos direitos. Não queremos que algumas pessoas nos tratem diferente ou com pena, somos todos iguais e também merecemos respeito" finalizou.


Serviço


Pessoas de outros municípios também podem procurar a Associação de Cegos do Sul da Bahia no endereço: Rua 2, N°27 Bairro Jardim Primavera, telefones para contato (73) 8804-6641 ou 8109-9319 ,e o e-mail da entidade é : acsb.sul.ba@gmail.com

Para outras informações sobre o passe livre intermunicipal o cidadão poderá entrar em contato com a Secretaria de Justiça Cidadania e Direitos Humanos em Salvador-BA através do telefone de contato (71) 3115-8485, e-mail: passe.livre.ba.gov.br ou ainda ou pode baixar o formulário no site clicando no link passe livre: http://www.sjcdh.ba.gov.br/.


Fonte: Jornal Agora online.

sábado, 1 de junho de 2013

Quem inventou a bengala branca?









A bengala branca é sem dúvida um dos principais meios de acessibilidade e o mais importante recurso de mobilidade para o deficiente visual, tornando-o independente e trazendo a segurança necessária no seu dia a dia.

Em muitos casos o uso da bengala é o resultado de um processo de reabilitação ou habilitação em instituições especializadas no assunto. Após este processo a bengala fará parte do deficiente visual como se fosse um membro ou algo parecido.

Com tanta importância na vida do deficiente visual me pergunto e não é de hoje, quem inventou a bengala branca? Perguntei aqui e ali e ninguém soube me responder. O meu consolo? Não ser a única ignorante no assunto. Mas a curiosidade continuou: quem inventou a bengala? Quem teve a brilhante ideia de usá-la pela primeira vez? QUEM? A surpresa da descoberta.

Descobri o óbvio, desde sempre, desde os tempos bíblicos a humanidade já usava um bastão, vara, cajado... essas palavras lhe são familiares? É claro que são, quem nunca ouviu falar do cajado de Moisés abrindo o mar para que os judeus escapassem dos egípcios?

A gente só se dá conta de que era uma bengala quando pensa no assunto, pois ele o usava em suas andanças pelo deserto, inclusive para pastorear as ovelhas assim como tantos outros que desvendavam os mistérios de terrenos bem acidentados como os do deserto com o auxílio de um cajado.

Se pensarmos um pouco mais, nos daremos conta de que reis, papas e imperadores também usavam e usam um cajado, vara, bengala ou cetro, que fica mais bonitinho, além de lhes conferir realeza e dignidade, aliás, podemos pensar nisso com mais cuidado, afinal a realeza é para poucos, mas a dignidade é direito de todos.

Se olharmos historicamente para a humanidade, veremos que em muitos momentos as pessoas usavam bastões ou varas como um prolongamento do braço para desse modo desvendar os obstáculos do espaço à sua frente.

Então, voltando à literatura histórica e bíblica há mais de uma passagem onde se fala do cajado e ela sempre estava nas mãos de homens mais velhos, logo, homens com alguma dificuldade visual ou física por conta da idade. Em outros registros em gravuras, nota-se o uso de bastões ou cajados por pessoas cegas.

Há registros dando conta de que pessoas cegas também se utilizavam da companhia de cães, claro que tudo era feito na base da intuição ou improvisação. Fica claro então, que terrenos videntes ou a reclusão no ambiente do lar quando não, em depósitos de gente inapropriados. impunham aos cegos a companhia de guias estranha e diferente.

É bom lembrar que esse estigma nos acompanhou até bem pouco tempo, embora ainda nos dias de hoje não seja incomum encontrar alguém que tenha ouvido uma dessas frases: "o que esse cego está fazendo na rua?", ou "devia ficar em casa!".

Aposto que alguém conhece alguém que já ouviu algo semelhante.

Os tempos mudaram as mentalidades também e graças a isso, escolas para cegos foram abertas e a criação do sistema braille possibilitou a proximidade dos cegos com as letras, a aritmética ou matemática, a história e todas as ciências, ou seja, os cegos tinham para onde ir e onde se instruir, o que lhes faltava era um meio bom e seguro para fazer essa locomoção.

Na primeira metade do século XX, a volta para casa de soldados cegos, europeus e norte-americanos, depois da primeira e segunda grande guerra, provocou o desejo de se fazer algo para a inserção desses soldados na sociedade, logo perceberam que a locomoção segura e independente seria o primeiro passo nessa direção e a partir dos avanços das tecnologias e das iniciativas da época, a história individual e social da vida dos deficientes visuais mudou radicalmente.

Avanços que mudaram a história dos deficientes visuais até aquele momento 1784 – a criação de escola para cegos, iniciada por Valentin Haüy; 1825 – invenção do Sistema Braille por Louis Braille; 1930 – primeira providência no sentido de serem usadas bengalas brancas co extremidade inferior vermelha, para identificar seu portador, suscitar eventuais ajudas pelos pedestres videntes e alertar os condutores de veículos, foi de George Benham, presidente do Lion's Club do estado de Illinois, Estados Unidos;

1930 – o Lions Club Peoria Illinois (EUA), apresentou uma proposta de lei que após ser aprovada foi chamada Lei da Bengala Branca. Dava prioridade no trânsito ao deficiente visual que portasse uma bengala branca;

1940 – o norte-americano, Dr. Richard Hoover (1915-1986), professor especializado no ensino de cegos, engajado na reabilitação de militares deficientes, desenvolveu técnicas específicas

e criou um modelo padronizado de bengala longa, hoje universalmente adotados;

1970 – foi instituído o dia Internacional da Bengala Branca de Segurança ("International White Cane Safety Day"), sob iniciativa da Federação Internacional dos Cegos ("International Federation of the Blind"), em Paris.

Muitos países comemoram esta data como meio de divulgar as conquistas das pessoas cegas no exercício de seu direito de locomoção em espaços sejam eles públicos ou privados;

1964 – a Federação Nacional dos Cegos dos Estados Unidos ("National Federation of the Blind" -- NFB), sob a liderança de seu presidente, Dr. Jacobus tenBroek (1911-1968), em campanha nacional, obteve do Congresso norte-americano, a Resolução HR 753, que autoriza o Presidente dos Estados Unidos a proclamar anualmente o dia 15 de outubro como o "Dia da Bemgala Branca cujo primeiro ato foi assinado em outubro daquele ano pelo presidente Lyndon Johnson.

O Dr. tenBroek, cego desde tenra idade, brilhante professor universitário, elaborou um modelo de lei sobre a Bengala Branca, que em seu primeiro artigo estabelece:

"É política deste Estado estimular e capacitar os cegos, os deficientes da visão e os deficientes físicos a participar plenamente da vida social e econômica do Estado e serem aproveitados em atividades remuneradas".

Essa é a realidade dos norte-americanos, pelo menos em tese, não conhecemos a realidade deles de fato, mas sabemos que no Brasil, com exceção dos que ainda têm vergonha, a vergonha faz parte do processo de muitos assim como outros motivos.

Conclusão

Como podemos perceber com esses dados históricos, a bengala branca, assim como muitas outras coisas, não foi criada por uma só pessoa. Foi um processo de evolução de ideias de acordo com a necessidade de cada período histórico citado acima, ou seja, no final das contas quem inventou a bengala de fato foi a necessidade.

Embora a grande maioria use a bengala branca, ou longa, vemos em todos os lugares, uma diversidade de cores e de materiais. Claro que essa diversidade vem acompanhada de custos igualmente diversos, dando a cada um a possibilidade de escolher o que mais agrada ou cabe em seu bolso.

Ao nos recusarmos em fazer uso da bengala, seria bom lembrarmos dela em seu contexto histórico, pois assim caminha a humanidade, com altos e baixos ou seja, realeza, dignidade, vergonha e preconceito fazem parte de sua mentalidade, a pergunta é: onde eu me encaixo, qual minha visão sobre esse tema e mais, qual a visão que tenho de mim, porque no final das contas é essa visão que importa, inclusive para os outros.Fonte:www.movimentolivre.org

    

História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil.avi






O movimento político das Pessoas com Deficiência.


28/12/2011 - Mário Cléber Martins Lanna Júnior.


O associativismo foi uma etapa no caminho de organização das pessoas com deficiência, antes restritas à caridade e a políticas de assistência, em direção às conquistas no universo da política e da luta por seus direitos. Esse processo de associações criou o ambiente para a formalização da consciência que resultaria no ‘movimento político das pessoas com deficiência’ na década de 1970. Nessa época, surgiram as primeiras organizações compostas e dirigidas por pessoas com deficiência contrapondo-se às associações que prestavam serviços a este público. Esta dicotomia, que mais adiante será abordada neste capítulo, permanece como modelo até os dias atuais.
As primeiras organizações associativistas de pessoas com deficiência não tinham sede própria, estatuto ou qualquer outro elemento formal. Eram iniciativas que visavam o auxílio mútuo e não possuíam objetivo político definido, mas criaram espaços de convivência entre os pares, onde as dificuldades comuns poderiam ser reconhecidas e debatidas. Essa aproximação desencadeou um processo da ação política em prol de seus direitos humanos. No final dos anos 1970, o movimento ganhou visibilidade, e, a partir daí, as pessoas com deficiência tornaram-se ativos agentes políticos na busca por transformação da sociedade. O desejo de serem protagonistas políticos motivou uma mobilização nacional. Essa história alimentou-se da conjuntura da época: o regime militar, o processo de redemocratização brasileira e a promulgação, pela ONU, em 1981, do Ano Internacional das Pessoas Deficientes (AIPD).
A ditadura militar no Brasil teve início em 1964 e terminou em 1985, com a eleição, ainda que indireta, de Tancredo Neves, o 1º presidente civil após 21 anos de autoritarismo. Durante os chamados "anos de chumbo", o exercício da cidadania foi limitada em todas as suas dimensões: direitos civis e políticos eram cerceados e os direitos sociais, embora existissem legalmente, não eram desfrutados. Prevalecia a censura e a falta de liberdade.
Com o processo de enfraquecimento e declínio do regime militar, a partir de meados da década de 1970, iniciou-se um processo de abertura política "lenta, gradual e segura". A redemocratização desenrolou-se em contexto especialmente fértil, em termos de demandas sociais, com uma participação política ampla. Esse período foi marcado pela ativa participação da sociedade civil, que resultou no fortalecimento dos sindicatos, na reorganização de movimentos sociais e na emergência das demandas populares em geral. Era o Brasil, novamente, rumo à democracia.
Os movimentos sociais, antes silenciados pelo autoritarismo, ressurgiram como forças políticas. Vários setores da sociedade gritaram com sede e com fome de participação: negros, mulheres, índios, trabalhadores, sem-teto, sem-terra e, também, as pessoas com deficiência.
Esse processo se reflete na Constituição Federal promulgada em 1988. A Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988), envolvida no espírito dos novos movimentos sociais, foi a mais democrática da história do Brasil, com canais abertos e legítimos de participação popular.
Os novos movimentos sociais, dentre os quais o movimento político das pessoas com deficiência, saíram do anonimato e, na esteira da abertura política, uniram esforços, formaram novas organizações, articularam-se nacionalmente, criaram estratégias de luta para reivindicar igualdade de oportunidades e garantias de direitos.
Outro fator relevante foi a decisão da ONU de proclamar 1981 como o Ano Internacional das Pessoas Deficientes (AIPD), sob o tema "Participação Plena e Igualdade". O advento do AIPD colocou as pessoas com deficiência no centro das discussões, no mundo e também no Brasil.
Tanto o AIPD quanto o processo de redemocratização atuaram como catalisadores do movimento que, no primeiro momento, procurou construir e consolidar sua unidade. A criação da Coalizão Pró-Federação Nacional foi a materialização do esforço unificador, consubstanciado por três encontros nacionais, realizados entre 1980 e 1983, buscando elaborar uma agenda única de reivindicações e estratégias de luta, bem como fundar a Federação Nacional de Entidades de Pessoas Deficientes. O amadurecimento das discussões resultou em um rearranjo político no qual a federação única foi substituída por federações nacionais por tipo de deficiência.